quinta-feira, 17 de julho de 2008

Música: trabalho ou diversão?


Eis a questão.


Para mim, as duas coisas. Mas a alternativa B é a que prevalece.

Meu primeiro texto sobre rock foi publicado no Diário Popular (hoje Diário de S. Paulo) em 19 de setembro de 1999. Era uma matéria sobre o lançamento do disco Run Devil Run, de Paul McCartney. Desde então, me esforcei para fazer textos interessantes. Entre um hiato ou outro (trabalhei muito tempo coma assessoria) já fiz algumas coisas que me deram satisfação.

Pulando para o presente, primeiro, trabalho no dia-a-dia na Alpha FM (confiram, http://www.alphafm.com.br/), onde faço notas culturais e jornalísticas, além de estar "reformando" as bios dos artistas no site. Muito legal. Nas horas vagas, eu contribuo para o International Magazine, do Marcelo Fróes, e tenho escrito para a Revista da Cultura. Uma revista disponível na livraria/megastore mais bacana do Brasil, sem exageros.


CULTURA ROCKS!

Graças à boa vontade do Sergio Miguez, meu editor, tenho feito algumas coisas legais.


A primeira dela foi sobre o DJ/VJ Fabio Massari. Gênio do gênero rock e seus submundos.




Depois fechei - não sobre música, mas sobre entretenimento - outra matéria na seção "Minha Lista CDs" sobre a Gigi do Bambalalão, disponível neste link: http://www2.livrariacultura.com.br/culturanews/rc10/index2.asp?page=listaCD

Na edição mais recente, de julho, duas matérias. A primeira, a que gostei mais de fazer até agora, fala a respeito de trilhas sonoras para o cinema.

Leia e me diga nos comentários o que acha, seguindo o endereço aqui:


Vale citar que pude conversar com o genial André Abujamra, que me deu uma entrevista bastante divertida sobre fazer música para a telona.

Na mesma edição, pude trocar idéias com esse fantástico VJ/roqueiro de prima, Luiz Thunderbird. Esse cara é uma lenda viva. Confira o look:

Coming soon: em agosto, a Revista da Cultura trará outro texto de minha autoria sobre a volta do vinil à cultura musical. Nem precisa dizer que adorei fazer.

Mais uma vez eu sempre gosto de agradecer às pessoas pelas oportunidades.


You rock!

best

Claudio




domingo, 29 de junho de 2008

A Taça do Mundo é nossa


O RESGATE DA ARTE PERDIDA NO TEMPO
Em lágrimas. Estou conectando ao blog imediatamente após assistir no Esporte Espetacular ao úlimo episódio sobre o primeiro campeonato mundial de futebol conquistado pela Seleção Brasileira em 29 de junho de 1958. Exatamente há 50 anos, o Brasil traria da Suécia a taça Jules Rimet ao vencer os donos da casa por um placar incontestável de 5 a 2. Nascia naquele instante o futebol arte.


A história é conhecida; recontada muitas vezes.


Mas o propósito desse meu comentário vai além da comemoração. Junto com a alegria vem a tristeza. Hoje, a Seleção Brasileira virou motivo de chacota e demérito. Parte meu coração quando meu filho de 9 anos chega a mim e diz que ver o Brasil é "chato" e "que vai ser um joguinho". Mesmo assim, mesmo com 9 anos, tenho de admitir: ele está certo.

Há anos nós perdemos a identidade com o time brasileiro... ou seria exatamente o contrário?


Eu não vejo muitos jogadores com vontade e brio para disputar jogos pela Seleção. Não sou contra ganhar dinheiro ou jogar lá fora. Mas a falta de apego ao "scratch nacional", como diriam os "speakers" nos anos 50-60, foi letal para o corte dos vínculos com o nosso maior cartão postal: o time de futebol verde-amarelo.


A geração de Dunga, nosso treinador, a propósito, é rancorosa. A maioria dos jogadores que ganharam o Tetra em 1994, fazem pouco de times que emocinonaram, mas não ganharam, como os maravilhosos craques de 1982. O time: Valdir Péres, Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior; Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico; Serginho e Éder foi um dos últimos a querer mostrar o que o Brasil sempre teve: magia. Mesmo não ganhando, ninguém me tira essa seleção do corpo e da mente. Para mim eles serão inesquecíveis. Alguém aí escala sem titubear o time de 1994? O de 2002, comandado por Felipão, ao menos tinha mais técnica.


Para fechar, vale uma historinha de 1958. Os números das camisas usadas pelos jogadores foi distribuída de forma aleatória. O representante da federação sul-americana não sabia direito as posições dos jogadores brasileiros. Assim, muitos craques ficaram com números exóticos para aquela época. O goleiro, Gilmar do Santos Neves, por exemplo, ficou com a nº 3. Já Pelé - por um desses desígnios divinos - acabou com a mágica 10. Ele faria história aos 17 anos com dois gols marcados na finalíssima, um deles, com um chapéu duplo aplicado a Gustavsson. Inesquecível, Rei!


Segue a lista completa! (G, para goleiro; Z, para zagueiro; M, para meio-campista e A, para atacante).




quarta-feira, 18 de junho de 2008

Atravessar Abbey Road: magia e emoção




DENTRO DO TEMPLO DA PERDIÇÃO

Dia propício para escrever sobre Abbey Road. Afinal, hoje é um dia especial. James Paul McCartney nascia em um hospital em Woolton, Liverpool, exatamente há 66 anos. Sim, ele é o artista mais bem-sucedido de todos os tempos, justamente por ter composto a banda de maior sucesso da história do rock (você sabe qual é essa banda), então complete: T_ E B_ A_ L_S....


A primeira vez que cruzei Abbey Road, a faixa de pedestres conhecida como zebra na Inglaterra, foi em janeiro de 1997. Não dava para acreditar que eu repetia o percurso de milhões de fãs que estiveram lá imitando a capa do álbum Abbey Road, lançado em 1969. Naquele ano, fiz isso umas 2 vezes. Demoraria mais 3 anos para eu repetir o feito. E mais um para eu fazer muito mais: conhecer as dependências dos estúdios onde o Quarteto gravou mais de 90% de suas músicas.


















Tudo aconteceu graças a um amigo angolano que era amigo do gerente do restaurante do estúdio. Seu nome, Magno Garrido. Por muito tempo adminstrador da loja Abbey Road Café, localizada no metrô St. John's Wood. Fiquei amigo do Magno em 2000, e no ano seguinte ele conseguiu o que eu jamais pensei um dia conseguir: um ticket para entrar onde os Beatles trabalharam entre 1962-1970. História a seguir.


Me lembro bem do dia 21 de fevereiro de 2001 (um dia antes de meu aniversário). Estava tudo certo. Magno tinha acionado Victor Varanda, gerente do restaurante de Abbey Road, para deixar eu fazer um tour pelos estúdios. O primeiro local que conheci foi o próprio salão onte ele trabalhava. Lá, tomando uns pints, ele contou várias histórias de bandas que gravaram lá: Oasis, U2 (mixando o DVD), Pink Floyd e também sobre os ex-Beatles e Yoko Ono. Uma divertida sobre o Floyd: Victor ficou amigo de David Gilmour, e certo dia, após um geladinha lá no restaurantge, ele começou a gargalhar e contar como eles jogavam futebol no cavernoso Studio One e acabaram danificando o relógio da parede! Sobre McCartney, uma anedota bem bacana. Certa noite, enquanto trabalhava no restaurante, meu amigo Victor cantarolava Ebony And Ivory. De repente, sem perceber, um vulto apareceu no balcão e decidiu acompanha-lo na música... Ninguém menos que PAUL MCCARTNEY, o autor da canção!



Entre um causo e outro, minha aventura começou. Subi e desci por todas as dependências da mansão convertida em estúdio, culminando no mítico Studio Two - onde os Beatles dominavam. O máximo: tive a chance de tocar no piano que esteve lá desde os anos 60, não por coincidência. Os Beatles usaram o instrumento em diversas gravações!



Bem, nem preciso dizer que foi um sonho realizado na cidade maravilhosa. A verdadeira :-)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Herrera: sangue e alma a serviço do Corinthians


O "SEMPRE GOL" RENASCE!

Eu não pretendia levar ao blog assuntos relacionados ao futebol, mas o tema se tornou iminente e necessário. OK, a maioria que me conhece já sabe de meu amor pelo Sport Club Corinthians Paulista, que está prestes a comemorar um título de caráter nacional em menos de seis meses de seu rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro.

Mas não quero ir a fundo em detalhes de jogos e competições. O personagem a ser comentado, o nome da vez, é de German Herrera - atancante argentino que chegou aqui em São Paulo "amaldiçoado" pelo apelido de "Quase gol". Justo. Sua performance no Grêmio não andava das melhores. Porém, tudo parece ter mudado para o argentino. Vítima de piadas e ironias da maioria da imprensa, hoje o jogador é elogiado pelos mesmos detratores.

Ontem, contra o Sport, pelo confronto inicial da finalíssima da Copa do Brasil, Herrera marcou mais um e participou diretamente dos outros dois gols na vitória do Corinthians por 3 a 1.

Na competição, Herrera marcou 5 gols, e participou de 13 dos 26 marcados por seu time. Sem contar que a entrega do jogador nos 90 minutos é algo de ser reverenciado. Arrepiante.

Acredita em todos os lances e mais: briga na defesa para ajudar os zagueiros.

Se o Corinthians confirmar seu favoritismo na Copa do Brasil e conquistar a taça na próxima quarta-feira, em Recife, Mano Menezes terá cumprido a promessa à torcida. "Comigo, Herrera joga". E digo mais: - Joga muito!


O título será dedicado a ele por este autor.

Gracias Herrera!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Indy não está "Lost"





CHEGUEI EM CASA...



Agora. Voltei da sessão de estréia de Indiana Jones - E o reino da caveira de cristal!

Em uma frase. Ou melhor, uma palavra: "Perfeito".

Muitos que assistiram vão me criticar, berrando: "Fanático!"

Pois é. Sou um fã de velha guarda. Acompanho as aventuras do homem de chapéu desde 1981. Lá se vão 27 anos desde o primeiro Indiana, e 19, desde que assistimos ao último (quer dizer, ao penúltimo) filme da saga. Mas George Lucas e Steven Spielberg tinham razão: Nunca foi tão necessário um quarto filme da saga. E graças aos nossos ídolos da sétima arte, chegou finalmente o dia 'tão aguardado'.

Por que necessário? Justamente por ser um programa muito familiar. Com bastante humor. Aventura de sobra. Diálogos inteligentes que misturam ficção e história, além da marca-registrada combinação Spielberg/Lucas e Harrison Ford.

Não vou estragar com "spoilers". Quem não viu, por favor, não perca tempo.

Quem acha que Harrison Ford, por ter mais de 60 anos, deixa a desejar na pele do arqueólogo aventureiro se enganou. Se você tinha medo de ir ao cinema e assistir um herói enfraquecido pela idade, big mistake. Ele está mais lépido e inteligente do que nunca.

John Hurt faz uma ponta - e como praxe, dá um show à parte. Assim como a fantástica Cate Blanchett com sotaque russo perfeito.

Mas a grata supresa é a atuação do mais novo integrante da família: Shia Labeouf. O garoto entrou bem na saga e para quem não sabe nada do roteiro, irá se surpreender com sua participação!

Parte técnica: direção e produção cuidadosa. Roteiro com diálogos afiados, que não dão tempo para você bocejar. Afinal, é um filme de aventura, e não há espaço para cochilos.
Ah, sim, haverá um Indiana Jones parte 5. É só conferir as pistas!

EM TEMPO: Por falar em pistas, ao longo do filme, há diversas citações de outras produções assinadas por Spielberg e Lucas. Entre eles: A.I. Inteligência Artificial; E.T - O Extraterrestre; Contatos Imediatos do Terceiro Grau; Star Wars e Loucuras de Verão (American Grafitti)


LOST... A 4ª TEMPORADA ESTÁ CHEGANDO AO FIM! (alguns spoilers)




Ontem à noite eu assisti à primeira parte do último episódio da 4ª temporada de Lost. Não vou dizer que está tão bom quanto o começo.
Mas ao menos pode ser dito que algumas coisas estão sendo explicadas, como o retorno dos seis sobreviventes do Oceanic 815.


O episódio 12 desta temporada mostra alguma coisa sobre a chegada dos "agraciados" aos EUA. Ainda não ficamos sabendo como tudo se desenrolou. Quais são os mistérios da ilha. Os "porquês" que todos esperavam. Como sabemos que existirão mais 2 temporadas, não é preciso ser Sherlock Holmes para decretar que isso é "elementar". O que pode ser afirmado com 100% de certeza é que todos os sobreviventes não estão muito bons da cabeça.

Talvez os itens mais loucos e injustificáveis desta série sejam as figuras que estavam lá antes dos "outros", além da cabine de "Jacob" e o papel do pai de Jack nessa história toda. Tenho a impressão que isso não será revelado neste ano!



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