domingo, 29 de junho de 2008

A Taça do Mundo é nossa


O RESGATE DA ARTE PERDIDA NO TEMPO
Em lágrimas. Estou conectando ao blog imediatamente após assistir no Esporte Espetacular ao úlimo episódio sobre o primeiro campeonato mundial de futebol conquistado pela Seleção Brasileira em 29 de junho de 1958. Exatamente há 50 anos, o Brasil traria da Suécia a taça Jules Rimet ao vencer os donos da casa por um placar incontestável de 5 a 2. Nascia naquele instante o futebol arte.


A história é conhecida; recontada muitas vezes.


Mas o propósito desse meu comentário vai além da comemoração. Junto com a alegria vem a tristeza. Hoje, a Seleção Brasileira virou motivo de chacota e demérito. Parte meu coração quando meu filho de 9 anos chega a mim e diz que ver o Brasil é "chato" e "que vai ser um joguinho". Mesmo assim, mesmo com 9 anos, tenho de admitir: ele está certo.

Há anos nós perdemos a identidade com o time brasileiro... ou seria exatamente o contrário?


Eu não vejo muitos jogadores com vontade e brio para disputar jogos pela Seleção. Não sou contra ganhar dinheiro ou jogar lá fora. Mas a falta de apego ao "scratch nacional", como diriam os "speakers" nos anos 50-60, foi letal para o corte dos vínculos com o nosso maior cartão postal: o time de futebol verde-amarelo.


A geração de Dunga, nosso treinador, a propósito, é rancorosa. A maioria dos jogadores que ganharam o Tetra em 1994, fazem pouco de times que emocinonaram, mas não ganharam, como os maravilhosos craques de 1982. O time: Valdir Péres, Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior; Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico; Serginho e Éder foi um dos últimos a querer mostrar o que o Brasil sempre teve: magia. Mesmo não ganhando, ninguém me tira essa seleção do corpo e da mente. Para mim eles serão inesquecíveis. Alguém aí escala sem titubear o time de 1994? O de 2002, comandado por Felipão, ao menos tinha mais técnica.


Para fechar, vale uma historinha de 1958. Os números das camisas usadas pelos jogadores foi distribuída de forma aleatória. O representante da federação sul-americana não sabia direito as posições dos jogadores brasileiros. Assim, muitos craques ficaram com números exóticos para aquela época. O goleiro, Gilmar do Santos Neves, por exemplo, ficou com a nº 3. Já Pelé - por um desses desígnios divinos - acabou com a mágica 10. Ele faria história aos 17 anos com dois gols marcados na finalíssima, um deles, com um chapéu duplo aplicado a Gustavsson. Inesquecível, Rei!


Segue a lista completa! (G, para goleiro; Z, para zagueiro; M, para meio-campista e A, para atacante).




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