terça-feira, 18 de novembro de 2008

De volta ao "subterrâneo"




The Mill Studios, Sussex

SEGREDOS DAS MÚSICAS...

Após uma semana mais frenética que a crise financeira global (mudança de horário radical, trabalhos etc), volto aqui falar do que as pessoas gostam de ouvir, mas nem sempre de ler sobre: música!. Eu sei que meu público é restrito, mas faço questão de deixar registrado o passo-a-passo do que se tornará em breve a minha primeira aventura no mundo das gravações: "Songs From The Underground". Só para recapitular, "As Canções do Metrô" são chamadas assim simplesmente porque escrevi muitas delas em viagens pelo subterrâneo da capital paulista. Assim, hoje eu gostaria de comentar sobre algumas das próximas faixas que irei ensaiar este final de semana. A seguir:

IN THOSE SMALL HOURS OF TUESDAY: Sempre gostei de bossa-nova mas, para ser sincero, minha preferência pelo estilo cresceu quando ouvi Sting, Paul McCartney e outros artistas cantando músicas que misturam o pop com o jazz e o tema brasileiro nascido nos anos 50. Canções como "In The Moonlight", cantada por Sting e composta por John Williams para o remake de "Sabrina" (1995), e "Heaven On The Sunday, assinada por McCartney (Flaming Pie, 1997) funcionaram como inspiração. Aliás, a bossa-jazz ganhou corpo com o lançamento "Till There Was You", não por acaso gravada pelos Beatles em "With The Beatles" (1963). A composição, a propósito, é de autoria de Meredith Wilson (1957) e usada no musical "The Music Man". Todo esse caleidoscópio musical me influenciou para definir "In Those Small Hours Of Tuesday", que espero gravar em breve com um clima que irá misturar os anos 50 com um estilo mais pós-moderno :-).






CRESCENT MOON: Você acredita em bruxas? Ou fantasmas? Bem, eu não. Mas que eles existem... Na verdade, usei essa brincadeira como gancho para definir "Crescent Moon": um folk com sabor celta, escrito às véspera do "Dia das Bruxas" e dedicada às bruxas nacionais e internacionais... O símbolo da lua é forte, e muito invocado pelos que acreditam na força mística. No campo das inspirações: Van Morrison, música folk irlandesa etc.




Van Morrison


NO SUMMER RAIN: Rock mais direto. Eu gosto das músicas rápidas, mas é muito difícil compor um rock de qualidade, sem cair no lugar comum. O que achei mais interessante é que usei apenas 2 acordes em uma música que dura quase 5 minutos. Aumentou a dificuldade, mas gostei do resultado. Inspiração: "pessoas que acreditam apenas que você é como uma chuva de verão, sem poder, sem reação". Engano... A letra foi composta em 2007, no começo do ano, e o estilo pode ser um pouco de Duran Duran (pelo menos, no meu ouvido), mas sem o clima dançante.

And that's all folks... for now
Claudio

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A Herança de Martin Luther King




"It’s a beautiful day”


A frase não só lembra, como é parte do primeiro single do U2 que promoveu o bem-sucedido “All That You Can’t Leave Behind”, LP lançado em 31 de outubro de 2000.

Mas o assunto do dia, do ano, e talvez, pelo menos, do início deste século, só poderia ser Barack Hussein Obama II – o primeiro líder afro-norte-americano a assumir a Casa Branca daqui a alguns dias, em 20 de janeiro de 2009.

Não dá para deixar de citar Martin Luther King, que em seu discurso afirmou que sonhava com a igualdade entre credos e raças. Pois se esse feito talvez seja ainda utópico, somente o fato histórico de podermos contemplar um representante da raça negra no cargo político mais importante do planeta, já se pode dizer que o revendo King, morto em abril de 1968, teve sua morte vingada.

Há quarenta anos ou menos, um homem negro não podia sequer olhar nos olhos de um branco em certas partes dos EUA e do resto do planeta. Agora um homem negro não só olha diretamente nos olhos de milhões de cidadãos de diversas cores e raças, como tem o poder de decidir sobre seus futuros e de muitos mais.

A felicidade de poder anunciar sua vitória no dia de hoje no jornal diário que trabalho na Alpha FM foi gratificante. Não que Obama seja o Messias e tenha em suas mangas as respostas para a crise global, os problemas no Iraque e Afeganistão e a solução para acabar com aversão do mundo à política norte-americana, que por 8 longos anos foi pontuada pela espada – ou pior – pela chacina de inocentes em diversos pontos do globo, com destaque para a morte de civis no Iraque e Afeganistão. Não: não existe justificativa para 6 anos de sangria, nem mesmo o 11 de setembro em Nova York.

MILAGRES

Agora, com Barack Obama no Salão Oval da Casa Branca e a maioria Democrata no congresso dos EUA, o que se espera do novo governo é uma mudança de atitude. Não apenas em medidas efetivas para diminuir o desemprego interno e seus reflexos pelo mundo. Não existem milagres: Obama tratará de uma doença quase terminal que só tera cura se o país se unir em torno de um objetivo comum.

Minha esperança em relação aos Estados Unidos é que esta maravilhosa nação perca o ranço de séculos e séculos, motivada por sua superioridade nos campos de batalha e nos setores econômicos que por anos e anos segregaram o país das demais. Uma espécie de impáfia que só provocou ainda mais ódio do mundo frente às políticas capitalistas e até fascistas (ainda que veladas) que afastaram os EUA da humanidade no contexto social e histórico. Agora que o calcanhar de Aquiles ficou exposto, o que se espera de Obama é que ele possa liderar seu povo, seja democrata ou republicano, ou mesmo independente, para uma re-humanização e um resgate de sua alma. A alma que o país perdeu quando afirmou ser intocável com um “deus em um Olimpo, acima de tudo e de todos”.



Mas, como o próprio senador Barack Obama prometeu em seu discurso de vitória, em Chicago, “A mudança chegou”... E com a trilha sonora do U2 ao fundo, o desejo é de que esse esperado “Beautiful Day” saia cada vez mais da letra composta por Bono e se transforme em uma realidade para América e todo o mundo. Sim, “we can change”... Esperamos que a profecia se confirme a partir de agora. Sem ilusões, mas sempre com fé no poder de realização do homem.

Claudio

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A volta de "O Estado Interior"




Eu mantinha um blog no UOL chamado “O Estado Interior”, onde publicava alguns textos de minha autoria.
A partir de agora, vou escrever algumas coisas aqui também, mais curtas, porém para deixar como registro.
Ai vai a primeira:




Percepção

E sem perceber
Era mesmo isso
Você sempre
Algo que não decifro
Minha voz
E luz no céu deserto
Tudo que sustenta
O limite
E a completa existência
Os discos
A febre noturna
E mãe natureza
Eu percebi
A sincronia
O tempo...
Mas, afinal, o que é o tempo?




terça-feira, 28 de outubro de 2008

"Songs From The Underground" - mais sobre


CANÇÕES DO METRÔ - iii

Falar sobre minhas composições aqui em meu blog sobre música (e sobre o Lost, que deve recomeçar em janeiro, oba!) pode não ser de grande interesse para os leitores. As músicas são em inglês, o que também pode afastar alguns puristas. Mas isso eu não ligo! Eu escrevo por prazer, como desafio, e com a cabeça em um projeto particular. Sem ambição, mas com boas intenções!

Tenho composto bastante. Acho que fiz umas 10, entre agosto e outubro. Entre elas: “Can’t You See The Healing Light”, “In Those Small Hours Of Tuesday”, “Meant Every Line”, “A Sun Halo”, “Crescent Moon”, “On The Way To The Planet Self”, e “Somebody Else’s Life”. Outras, em progresso, incluem: “Two Unknown Dancers”, “Between Joy, Sweet Joy”, “Don’t Give Up On Me" (que comecei há anos e nunca terminei) e mais uma que não defini o título ainda.

A sensação de fazer música é muito boa. É um escape, um meio de viajar... A música para mim é a melhor das artes. Ela é um veículo, uma forma de expressão, e uma espécie de cura para alma. Mesmo que não seja algo de algo sucesso profissional, é um dom que agradeço ter. A intuição para escrever é algo raro. Sejam boas ou não, são minhas! Ou melhor: são de todas as pessoas que ouvirem. Eu espero fazer um bom trabalho quando grava-las. Fazer justiça ao potencial das canções, e para quem ouvi-las principalmente. Não quero ver ninguém tapando os ouvidos!

INSPIRAÇÕES

Eu busco inspiração em diversas fontes. Eu vi uma frase em uma foto que tirei no metrô de Londres em 2000, onde estava escrito: “Stop Day-dreaming and Go”. Nossa, caiu como um raio! Daria uma boa letra. Estou pensando nisso agora. Sobre o estilo das músicas, varia bastante. O jazz/rock é algo que me fascina. E isso está na nova “The Unknown Dancers”. Acho que vai ficar bem cool :-) . Tenho ouvido coisas diferentes: Miles Davis (“A Kind Of Blue”), James Taylor (“Hourglass” – lindo disco!) e uma nova do Paul McCartney chamada “Two Magpies”. Um tipo de som que só ele sabe fazer. O novo do Oásis (“Dig Out Your Soul”), e um favorito “Urban Hymns” do The Verve são fontes inspiradoras também. Falando no último, que canção fantástica é “Lucky Man”. Diz tudo.

Abraços

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Murphy x Modfather




22 PESADELOS



Já ganhei alguns concursos legais - poucos, mas interessantes. O último foi bem legal: um par de ingressos para ver um de meus ídolos no pop: o rei do Mod, um dos artíficies do Britpop como conhecemos hoje, ninguém menos que Paul Weller - ex-The Jam e Style Council.

Sim. Seria sua primeira vez aqui no trópico. E ele traria sucessos de sua carreira, mais coisas LINDAS de seu "22 Dreams" - uma coleção de canções fantásticas lançadas este ano em um disco duplo (mas CD único). Recomendo essa aquisição. Destaque para "Cold Moments", "Echoes Round The Sun", Wh'ever ye Go", "Invisible", "Have You Made Up Your Mind", "Light Nights" etc.



Pois sim. Quando vi a promoção de um site divulgando ingressos, não teve outra. Fui lá! Mas entrei meio sem fé de ganhar. Foi assim: se ganhasse, beleza. Perguntaram por que eu gostaria de assistir aos shows do Tim Festival, onde Paul Weller daria o ar de sua graça hoje mesmo aqui em SP. Respondi algo maluco: "Tive 22 sonhos seguidos de que viria Paul Weller... e ele teria vindo tocar aqui no Brasil a pedidos de alguém que nasceu no dia 22 do mês 2"... ou seja: EU!"

Murphy entra em campo: no momento em que preenchi o formulário do concurso, a bomba:


"PAUL WELLER CANCELA SHOW EM SP"


O motivo divulgado: visto negado a um de seus músicos.


Nem precisa falar: depressão total.

Agora quando poderei ter chance de conferir o Modfather do rock?

Sabe apenas Deus :(

Quem sabe eu ganho outra agora, desta vez para o R.E.M, que só veio uma vez aqui em 2001, mas apenas no RJ.


Abraços tristes