quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A volta de "O Estado Interior"




Eu mantinha um blog no UOL chamado “O Estado Interior”, onde publicava alguns textos de minha autoria.
A partir de agora, vou escrever algumas coisas aqui também, mais curtas, porém para deixar como registro.
Ai vai a primeira:




Percepção

E sem perceber
Era mesmo isso
Você sempre
Algo que não decifro
Minha voz
E luz no céu deserto
Tudo que sustenta
O limite
E a completa existência
Os discos
A febre noturna
E mãe natureza
Eu percebi
A sincronia
O tempo...
Mas, afinal, o que é o tempo?




terça-feira, 28 de outubro de 2008

"Songs From The Underground" - mais sobre


CANÇÕES DO METRÔ - iii

Falar sobre minhas composições aqui em meu blog sobre música (e sobre o Lost, que deve recomeçar em janeiro, oba!) pode não ser de grande interesse para os leitores. As músicas são em inglês, o que também pode afastar alguns puristas. Mas isso eu não ligo! Eu escrevo por prazer, como desafio, e com a cabeça em um projeto particular. Sem ambição, mas com boas intenções!

Tenho composto bastante. Acho que fiz umas 10, entre agosto e outubro. Entre elas: “Can’t You See The Healing Light”, “In Those Small Hours Of Tuesday”, “Meant Every Line”, “A Sun Halo”, “Crescent Moon”, “On The Way To The Planet Self”, e “Somebody Else’s Life”. Outras, em progresso, incluem: “Two Unknown Dancers”, “Between Joy, Sweet Joy”, “Don’t Give Up On Me" (que comecei há anos e nunca terminei) e mais uma que não defini o título ainda.

A sensação de fazer música é muito boa. É um escape, um meio de viajar... A música para mim é a melhor das artes. Ela é um veículo, uma forma de expressão, e uma espécie de cura para alma. Mesmo que não seja algo de algo sucesso profissional, é um dom que agradeço ter. A intuição para escrever é algo raro. Sejam boas ou não, são minhas! Ou melhor: são de todas as pessoas que ouvirem. Eu espero fazer um bom trabalho quando grava-las. Fazer justiça ao potencial das canções, e para quem ouvi-las principalmente. Não quero ver ninguém tapando os ouvidos!

INSPIRAÇÕES

Eu busco inspiração em diversas fontes. Eu vi uma frase em uma foto que tirei no metrô de Londres em 2000, onde estava escrito: “Stop Day-dreaming and Go”. Nossa, caiu como um raio! Daria uma boa letra. Estou pensando nisso agora. Sobre o estilo das músicas, varia bastante. O jazz/rock é algo que me fascina. E isso está na nova “The Unknown Dancers”. Acho que vai ficar bem cool :-) . Tenho ouvido coisas diferentes: Miles Davis (“A Kind Of Blue”), James Taylor (“Hourglass” – lindo disco!) e uma nova do Paul McCartney chamada “Two Magpies”. Um tipo de som que só ele sabe fazer. O novo do Oásis (“Dig Out Your Soul”), e um favorito “Urban Hymns” do The Verve são fontes inspiradoras também. Falando no último, que canção fantástica é “Lucky Man”. Diz tudo.

Abraços

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Murphy x Modfather




22 PESADELOS



Já ganhei alguns concursos legais - poucos, mas interessantes. O último foi bem legal: um par de ingressos para ver um de meus ídolos no pop: o rei do Mod, um dos artíficies do Britpop como conhecemos hoje, ninguém menos que Paul Weller - ex-The Jam e Style Council.

Sim. Seria sua primeira vez aqui no trópico. E ele traria sucessos de sua carreira, mais coisas LINDAS de seu "22 Dreams" - uma coleção de canções fantásticas lançadas este ano em um disco duplo (mas CD único). Recomendo essa aquisição. Destaque para "Cold Moments", "Echoes Round The Sun", Wh'ever ye Go", "Invisible", "Have You Made Up Your Mind", "Light Nights" etc.



Pois sim. Quando vi a promoção de um site divulgando ingressos, não teve outra. Fui lá! Mas entrei meio sem fé de ganhar. Foi assim: se ganhasse, beleza. Perguntaram por que eu gostaria de assistir aos shows do Tim Festival, onde Paul Weller daria o ar de sua graça hoje mesmo aqui em SP. Respondi algo maluco: "Tive 22 sonhos seguidos de que viria Paul Weller... e ele teria vindo tocar aqui no Brasil a pedidos de alguém que nasceu no dia 22 do mês 2"... ou seja: EU!"

Murphy entra em campo: no momento em que preenchi o formulário do concurso, a bomba:


"PAUL WELLER CANCELA SHOW EM SP"


O motivo divulgado: visto negado a um de seus músicos.


Nem precisa falar: depressão total.

Agora quando poderei ter chance de conferir o Modfather do rock?

Sabe apenas Deus :(

Quem sabe eu ganho outra agora, desta vez para o R.E.M, que só veio uma vez aqui em 2001, mas apenas no RJ.


Abraços tristes

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O mundo imaculado dos sons...





POP E SUAS FACETAS


Seja rock. Seja jazz. Seja ambient. Seja bluegrass. Como disse Frank Zappa: “fazer música é como esculpir o ar”... Esta é a melhor frase que define o ato de fazer música, e eu não me canso de ouvir e “tentar” fazer algo interessante do gênero com minhas singelas composições...
Atualmente eu tenho ouvido um mix de coisas que me influenciam.



Como por exemplo: “Raising Sand”, de Robert Plant e Alison Krauss. Disco fantástico. Eu li em algum lugar que a instrumentação/gravação lembra um pouco o trabalho de Danny Lanois em “Time Out of Mind” de Bob Dylan. Eu acho que foi uma observação pertinente, porém, iria além: o trabalho nesse álbum foi além. Uma acústica especial e um show vocalização do ex-Zeppelin com esta deusa da música country (com estilo refinado). Destaco desta obra as faixas “Please Read The Letter” e “Killing The Blues".







A seguir, uma viagem à minha infância com a apreciação do álbum Simon & Garfunkel, live at Central Park. Se você não tem, deveria. É uma produção muito bem cuidadosa. Ou seja: não tem overdubs descarados, e é um documento histórico dessa dupla, ao vivo em Nova York. “Old Friends” leva qualquer um às lágrimas, acompanhado de “Sounds Of Silence”, “Heart In New York”, “The Boxer” e claro: “Bridge Over Trouble Water”.


O cardápio continua com belos discos novos, como “Dig Out Your Soul”, do Oasis (“Waiting For The Rapture”, “The Turning”, e as faixas bônus “Boy With The Blues” e “I Believe In All"); “Ode To J.Smith” (tudo) do Travis, e o melhor disco do ano 2008 até o momento: “22 Dreams” do Paul Weller. Um trabalho sem fronteiras, limites musicais: rock, pop, folk, jazz, experimental e maluquices. Quem não tem esse, deveria ser processado!






Travis, the invisible band :)

McCartney III

Quem conhece a fundo a carreira de Paul McCartney, sabe bem que ele é adepto à experimentação sonora. Já lançou diversos discos com psudônimos. Entre eles, The Fireman. Um alter-ego dos mais interessantes. Agora em novembro sairá a terceira edição dessa linha: “Electric Arguments”. Até agora, “Nothing Too Much, Just Out Of Sight”, “Sing The Changes” e “Lifelong Passion” foram as faixas divulgadas, e não parecem nada do que ele já fez até hoje. Mais informações aqui: http://www.thefiremanmusic.com/. (PS: ele toca todos os instrumentos no disco).





E se você gosta de McCartney, compre quando sair. E na hora, para aproveitar o clima. Ainda sobre o mito, saia à caça de um show ao vivo dele em Quebec. Fantástico. O melhor deles em décadas, com show de vocal em plenos 67 anos de idade...

No próximo post queria falar de composições, jazz (Miles Davis) e minha nova aquicisição: um toca-discos! E os primeiros LPs que eu ouvi nesse aparelhinho, incluindo meu velho Joshua Tree. Talk about killing nostalgia... :-)

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Canções "subterrâneas" - parte 3



AS CANÇÕES QUE FIZ PARA...
Algumas vezes eu já postei aqui para falar de um projeto particular, profundamente sem qualquer ambição, mas definitivamente movido pela paixão musical. Ele anda bem, obrigado. Eu já gravei mais de 27 demos simples das músicas de minha autoria, e reduzirei esse número para 12 ou 13, para que eu consiga gravar cada faixa com cuidado, com o apoio de amigos, e arranjos interessantes.
Uma dessas músicas (já mostrei o manuscrito da própria) "Love And Light", contará com o arranjo do Sitar. Aliás, acho preponderante. Esse instrumento é o "instrumento" nessa música. Acho que vai ficar legal.
Tenho contatado amigos para essa maluquice. Uns irão me ajudar a produzir. Outros, nas performances. Já contatei meus parcerios cantores, cantoras, guitarristas e músicos em geral que irão me apoiar. Eles curtiram a idéia, que batizei provisoriamente como "Songs From The Underground".... Por que?
Simplesmente, porque a maioria das letras/músicas surgiram em viagens de metrô por SP.


Sobre elas, gostaria de falar um pouco agora:




Rabindranath Tagore



(IT'S LIKE) A MIRACLE: Eu escrevi esse rock/r&b/jazz em 1996. Sim, já há 12 anos! Me lembro da inspiração. Eu conheço um poeta, grande amigo, muito talentoso, chamado César Borges, e nós conversávamos sobre outro autor Rabindranath Tagore (Calcutá, 1861-1941), um indiano. A idéia por trás de sua filosofia é incrivel. Vale a pena ler sobre. O Google irá resolver a curiosidade. Então... a partir daí, a frase "like a friendly word" (como uma palavra amiga) surgiu e eu desenvolvi a idéia como se fosse um milagre (Like a miracle). O resto foi ter paciência para terminar...





A SUN HALO: Bem mais recente. Acho que fiz no final de agosto deste ano, quando um halo solar cobriu a cidade. Era um dia quente, então, tem a frase: "the springtime earlier than before" (a primavera antes do tempo). Para nossa surpresa, setembro foi mais frio que agosto. Vai entender! Mas voltando à música, eu escrevi a letra no dia do fenômeno, mas só voltei a ela dois dias depois. Eu achei legal incluir no meio da história algo que estava acontecendo no mundo. Por isso tem "George you are in my mind". Aliás, uma citação a outras músicas que falam de Georgia na letra: "Georgia In My Mind" (Gorrel & Carmichael) e "Back In The U.S.S.R" (Lennon & McCartney). Não à toa. A região da Ossétia do Sul estava sendo reconhecida como independente pela Rússia. Ares da guerra fria de volta, penso.




WILD WIND: Inspirada por Eddie Vedder. A palavra "Wild" no filme "Into the Wild" me atraiu, por conta da história fantástica e triste, contada na tela por Sean Penn. Assista, não vai se arrepender. A frase "Wild wind has blown the words away" é interessante porque muitas vezes vamos falar algo, e parece que um vento forte chega e leva para longe. Fenômeno estranho.






Bem, em um outro post eu falo mais a respeito das crias :)

Claudio