quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Cantar e gravar: sonho em progresso



TO PLAY = "TOCAR"... MAS TAMBÉM É "BRINCAR"

Quando postei a letra de “Love and Light” aqui neste espaço, não tinha idéia de que o scan de uma letra me motivasse a trabalhar mais nas músicas que eu venho colecionando há anos. Lógico que não pretendo ir longe com as gravações, mas prometi a mim mesmo produzir um CD-demo para a posteridade. Está divertido... Já gravei 14 demos simples com voz e violão para este projeto particular. Ah, sim, alguns amigos já estão me ajudando a editar e organizar o disquinho. Não tenho a manha de fazer isso sozinho ainda.



Um outro item interessante: mandei três dessas canções para meu amigo – o renomado norte-americano David Kahne – produtor de nomes como... Paul McCartney? Sim, isso mesmo. Eu entrevistei Kahne algumas vezes para matérias que escrevi para a Revista Bizz e International Magazine. Ao ouvir minhas humildes melodias, ele curtiu mais “Only You Can Save The World” - que tem uma letra curiosa. Não é apenas sobre um assunto. Mas o tema principal nasceu quando vi uma matéria na TV sobre o U2. A repórter perguntou a um fã se Bono poderia mesmo salvar o mundo (se referindo a uma matéria da revista TIME, publicada em 2002). Ele respondeu “sim, pode!”. Aquilo mexeu comigo. Escrevi a letra na hora e fui modelando a melodia aos poucos.



Mesmo com o elogio às músicas, Kahne não foi puxa-saco, não. Ele me deu alguns conselhos para desenvolver melhor as melodias: “Ouça compositores como Cole Porter para ver como ele trabalha..." - disse... Nossa... eu nem pretendo chegar perto com essa arte, mas a dica foi ótima.E assim como Caetano Veloso, estou com esta obra em progresso. Vou fazendo updates aqui. É verdade: prometi as mp3s... E elas virão. Só não vale rir se não gostar! :-)

Abraços

Claudio


PS: Update - confira ainda hoje uma das demos aqui: "Only You Can Save The World":

http://www.sendspace.com/file/vpss8v

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

How Rock & Roll saved my life :-)




COMO O ROCK PODE MUDAR SUA VIDA - parte 76357...


Parece um clichê daqueles, não é verdade? Mas o Rock & Roll (sim, como R maiúsculo) é capaz de mudar a vida de uma pessoa. Principalmente em uma fase crítica, que é da passagem do período adolescente para o adulto. Mas antes vamos a um breve flashback.

A primeira "manifestação Rock & Roll" que causou impacto no meu dia-a-dia aconteceu em janeiro de 1985. Não por coincidência, por conta do Rock In Rio - o primeirão!

De fato, a apresentação do Queen em 1981, em São Paulo, havia marcado bastante. Mas eu nem tinha 10 anos. No Rock In Rio, não. Eu já tinha quase 13. E isso faz diferença. Sem falar que 1985 foi uma espécie de consolidação do chamado "Rock Br", com Titãs, Paralamas, Barão, Ira!, Blitz, Capital Inicial, Ultrage A Rigor e outros que seguiriam o impulso, como Legião Urbana e Engenheiros do Hawaii...
Meu primeiro LP com temáticas roqueiras foi "Please Please Me", dos Beatles. E isso pouco antes de 1981. Influenciou. Até hoje.
Acelere até o ano de 1990. Foi quando fiz minha primeira viagem sozinho. Tinha acabado de completar 18 anos, e a ocasião era espacial: Paul McCartney - o primeiro show de um Beatle no Brasil! A partir desse ano, arrumei também meu primeiro emprego, em uma loja de instrumentos musicais. Foi lá que aprendi a tocar um pouco de contrabaixo. Antes mesmo da guitarra. Ah, a guitarra!

Falo de um trauma... no final daquele chuvoso 1990, eu perdi a convivência com uma importante pessoa em minha vida. Argh! Mas faz parte do destino de todos. De qualquer maneira, eu decidi que iria aprender a tocar violão e guitarra. Comecei sozinho, peguei dicas com meu pai e amigos. Putz! Tava feito. Fiquei viciado. Já era 1991. Ano Rock & Roll daqueles!


Você deve lembrar que este ano marcou o estouro de grupos como Pearl Jam, Nirvana, Soundgarden, Alice Chains... Todos de Seattle. Era o apelidado "Rock Grunge". Mas era bem mais além disso. O Rock & Roll estava de volta à moda. Na cola de Seattle, as ótimas fases de U2 ("Achtung Baby!"), Red Hot Chili Peppers ("Blood Sugar Sex Magik") Guns 'n' Roses (os duplos "Use Your Illusion"), Metallica (álbum preto) e muitos mais.



Era incrível... lembro de assistir mais tarde o Nirvana no Hollywood Rock, e depois com a morte trágica de Cobain, isso ficaria marcado como um evento da história. Ainda que negativo.

Mas o início da década foi Rock & Roll demais... Lembro que organizamos no SAA uma peça chamada "O teatro através dos tempos", que tentava resumir a literatura brasileira por meio de atos. Sim, isso é dramaturgia. Mas não, não era dramaturgia! Eram textos performáticos com trilhas montadas pela gente, baseadas em coisas dos Beatles e do The Doors. Aliás, The Doors que tinha voltado em cena com o filme de Oliver Stone. Caramba, esse filme marcou e me fez estudar a poesia de Jim Morrison a fundo.

Ah, tudo isso com cobertura da MTV (quando era uma emissora roqueira também). Então, minha vida naquele momento era quase 100% Rock & Roll. O cabelo comprido estava de volta à moda, e atitude também.

Sem falar que no ano seguinte a garotada pintou o rosto e saiu para protestar contra o governo Collor e tudo mais http://pt.wikipedia.org/wiki/Cara-pintadas. Atitude Rock & Roll em falta hoje. Aliás, tá tudo muito parado!


Time to move on...
and rock on

love and light
Claudio



quarta-feira, 30 de julho de 2008

O toque letal da Musa






CANÇÕES...COMO ESCREVER?

De tanto ler a respeito (e com uma boa bagagem musical), certa noite decidi "aprender" a compor alguma coisa. Resolvi também que seria em inglês. Eu ficava louco com as entrevistas, de como John Lennon e Paul McCartney compunham. "Esta foi inspirada por uma manchete de jornal"... e "Escrevemos esta música em 15 minutos"... Eu sempre achei isso meio surreal. Quase impossível. A primeira vez que tentei não deu muito certo. Era uma baladinha anos 50, em 1991. Eu tinha 19 anos. Acho que se chamava "I'll Never Look Into Your Eyes Again", um comentário sobre o fim de um relacionamento. Bah! Eu não curti. Até eu compor minha primeira "verdadeira", demorou uns 2, 3 anos. Então, a que eu considero mais como a primeirona é um country rock batizado por mim como "To My Town". Existe até uma gravação dela com vocais divididos com minha irmã, Renata! Histórico :).

Tempo passando, me aprimorei no piano e violão, e algumas outras coisas interessantes apareceram. "Like A Miracle". Essa eu adoro. Fiz em 1996, e toquei com uns amigos ao vivo (!!!) no McDia Feliz de 1997. Foi hilário. Posso dizer que já "tentei" escrever até hoje mais de 100.

Uma recente chama-se "Love&Light&Louise". Louise? Sim, parodiando os Beatles, vou dizer que não se trata de uma pessoa, mas um lago no Canadá! Vou postar a foto para quem quiser conferir. Ah, aqui está:



Ah, antes de eu postar também uma mp3 em baixa da demo que eu gravei desta canção, dá para saber que ela tem uma sonoridade meio indiana. Tentei pegar um tímbre do sitar ao violão. Ficou divertida... Em breve eu coloco um arquivo aqui para quem quiser ouvir. Enquanto isso, você pode conferir (acima) o manuscrito da letra. :)

Ainda não vai dar para eu me aprofundar sobre o assunto, mas que é fascinante, não há dúvida. Queria falar sobre outros artistas que me inspiram compor. Por pura diversão...
Valeu



Love and Light


Claudio









quinta-feira, 17 de julho de 2008

Música: trabalho ou diversão?


Eis a questão.


Para mim, as duas coisas. Mas a alternativa B é a que prevalece.

Meu primeiro texto sobre rock foi publicado no Diário Popular (hoje Diário de S. Paulo) em 19 de setembro de 1999. Era uma matéria sobre o lançamento do disco Run Devil Run, de Paul McCartney. Desde então, me esforcei para fazer textos interessantes. Entre um hiato ou outro (trabalhei muito tempo coma assessoria) já fiz algumas coisas que me deram satisfação.

Pulando para o presente, primeiro, trabalho no dia-a-dia na Alpha FM (confiram, http://www.alphafm.com.br/), onde faço notas culturais e jornalísticas, além de estar "reformando" as bios dos artistas no site. Muito legal. Nas horas vagas, eu contribuo para o International Magazine, do Marcelo Fróes, e tenho escrito para a Revista da Cultura. Uma revista disponível na livraria/megastore mais bacana do Brasil, sem exageros.


CULTURA ROCKS!

Graças à boa vontade do Sergio Miguez, meu editor, tenho feito algumas coisas legais.


A primeira dela foi sobre o DJ/VJ Fabio Massari. Gênio do gênero rock e seus submundos.




Depois fechei - não sobre música, mas sobre entretenimento - outra matéria na seção "Minha Lista CDs" sobre a Gigi do Bambalalão, disponível neste link: http://www2.livrariacultura.com.br/culturanews/rc10/index2.asp?page=listaCD

Na edição mais recente, de julho, duas matérias. A primeira, a que gostei mais de fazer até agora, fala a respeito de trilhas sonoras para o cinema.

Leia e me diga nos comentários o que acha, seguindo o endereço aqui:


Vale citar que pude conversar com o genial André Abujamra, que me deu uma entrevista bastante divertida sobre fazer música para a telona.

Na mesma edição, pude trocar idéias com esse fantástico VJ/roqueiro de prima, Luiz Thunderbird. Esse cara é uma lenda viva. Confira o look:

Coming soon: em agosto, a Revista da Cultura trará outro texto de minha autoria sobre a volta do vinil à cultura musical. Nem precisa dizer que adorei fazer.

Mais uma vez eu sempre gosto de agradecer às pessoas pelas oportunidades.


You rock!

best

Claudio




domingo, 29 de junho de 2008

A Taça do Mundo é nossa


O RESGATE DA ARTE PERDIDA NO TEMPO
Em lágrimas. Estou conectando ao blog imediatamente após assistir no Esporte Espetacular ao úlimo episódio sobre o primeiro campeonato mundial de futebol conquistado pela Seleção Brasileira em 29 de junho de 1958. Exatamente há 50 anos, o Brasil traria da Suécia a taça Jules Rimet ao vencer os donos da casa por um placar incontestável de 5 a 2. Nascia naquele instante o futebol arte.


A história é conhecida; recontada muitas vezes.


Mas o propósito desse meu comentário vai além da comemoração. Junto com a alegria vem a tristeza. Hoje, a Seleção Brasileira virou motivo de chacota e demérito. Parte meu coração quando meu filho de 9 anos chega a mim e diz que ver o Brasil é "chato" e "que vai ser um joguinho". Mesmo assim, mesmo com 9 anos, tenho de admitir: ele está certo.

Há anos nós perdemos a identidade com o time brasileiro... ou seria exatamente o contrário?


Eu não vejo muitos jogadores com vontade e brio para disputar jogos pela Seleção. Não sou contra ganhar dinheiro ou jogar lá fora. Mas a falta de apego ao "scratch nacional", como diriam os "speakers" nos anos 50-60, foi letal para o corte dos vínculos com o nosso maior cartão postal: o time de futebol verde-amarelo.


A geração de Dunga, nosso treinador, a propósito, é rancorosa. A maioria dos jogadores que ganharam o Tetra em 1994, fazem pouco de times que emocinonaram, mas não ganharam, como os maravilhosos craques de 1982. O time: Valdir Péres, Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior; Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico; Serginho e Éder foi um dos últimos a querer mostrar o que o Brasil sempre teve: magia. Mesmo não ganhando, ninguém me tira essa seleção do corpo e da mente. Para mim eles serão inesquecíveis. Alguém aí escala sem titubear o time de 1994? O de 2002, comandado por Felipão, ao menos tinha mais técnica.


Para fechar, vale uma historinha de 1958. Os números das camisas usadas pelos jogadores foi distribuída de forma aleatória. O representante da federação sul-americana não sabia direito as posições dos jogadores brasileiros. Assim, muitos craques ficaram com números exóticos para aquela época. O goleiro, Gilmar do Santos Neves, por exemplo, ficou com a nº 3. Já Pelé - por um desses desígnios divinos - acabou com a mágica 10. Ele faria história aos 17 anos com dois gols marcados na finalíssima, um deles, com um chapéu duplo aplicado a Gustavsson. Inesquecível, Rei!


Segue a lista completa! (G, para goleiro; Z, para zagueiro; M, para meio-campista e A, para atacante).