
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Murphy x Modfather

segunda-feira, 13 de outubro de 2008
O mundo imaculado dos sons...

POP E SUAS FACETAS
Seja rock. Seja jazz. Seja ambient. Seja bluegrass. Como disse Frank Zappa: “fazer música é como esculpir o ar”... Esta é a melhor frase que define o ato de fazer música, e eu não me canso de ouvir e “tentar” fazer algo interessante do gênero com minhas singelas composições...
Atualmente eu tenho ouvido um mix de coisas que me influenciam.
Como por exemplo: “Raising Sand”, de Robert Plant e Alison Krauss. Disco fantástico. Eu li em algum lugar que a instrumentação/gravação lembra um pouco o trabalho de Danny Lanois em “Time Out of Mind” de Bob Dylan. Eu acho que foi uma observação pertinente, porém, iria além: o trabalho nesse álbum foi além. Uma acústica especial e um show vocalização do ex-Zeppelin com esta deusa da música country (com estilo refinado). Destaco desta obra as faixas “Please Read The Letter” e “Killing The Blues".

A seguir, uma viagem à minha infância com a apreciação do álbum Simon & Garfunkel, live at Central Park. Se você não tem, deveria. É uma produção muito bem cuidadosa. Ou seja: não tem overdubs descarados, e é um documento histórico dessa dupla, ao vivo em Nova York. “Old Friends” leva qualquer um às lágrimas, acompanhado de “Sounds Of Silence”, “Heart In New York”, “The Boxer” e claro: “Bridge Over Trouble Water”.
O cardápio continua com belos discos novos, como “Dig Out Your Soul”, do Oasis (“Waiting For The Rapture”, “The Turning”, e as faixas bônus “Boy With The Blues” e “I Believe In All"); “Ode To J.Smith” (tudo) do Travis, e o melhor disco do ano 2008 até o momento: “22 Dreams” do Paul Weller. Um trabalho sem fronteiras, limites musicais: rock, pop, folk, jazz, experimental e maluquices. Quem não tem esse, deveria ser processado!
Travis, the invisible band :)McCartney III
Quem conhece a fundo a carreira de Paul McCartney, sabe bem que ele é adepto à experimentação sonora. Já lançou diversos discos com psudônimos. Entre eles, The Fireman. Um alter-ego dos mais interessantes. Agora em novembro sairá a terceira edição dessa linha: “Electric Arguments”. Até agora, “Nothing Too Much, Just Out Of Sight”, “Sing The Changes” e “Lifelong Passion” foram as faixas divulgadas, e não parecem nada do que ele já fez até hoje. Mais informações aqui: http://www.thefiremanmusic.com/. (PS: ele toca todos os instrumentos no disco).

E se você gosta de McCartney, compre quando sair. E na hora, para aproveitar o clima. Ainda sobre o mito, saia à caça de um show ao vivo dele em Quebec. Fantástico. O melhor deles em décadas, com show de vocal em plenos 67 anos de idade...
No próximo post queria falar de composições, jazz (Miles Davis) e minha nova aquicisição: um toca-discos! E os primeiros LPs que eu ouvi nesse aparelhinho, incluindo meu velho Joshua Tree. Talk about killing nostalgia... :-)
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Canções "subterrâneas" - parte 3

Rabindranath Tagore
(IT'S LIKE) A MIRACLE: Eu escrevi esse rock/r&b/jazz em 1996. Sim, já há 12 anos! Me lembro da inspiração. Eu conheço um poeta, grande amigo, muito talentoso, chamado César Borges, e nós conversávamos sobre outro autor Rabindranath Tagore (Calcutá, 1861-1941), um indiano. A idéia por trás de sua filosofia é incrivel. Vale a pena ler sobre. O Google irá resolver a curiosidade. Então... a partir daí, a frase "like a friendly word" (como uma palavra amiga) surgiu e eu desenvolvi a idéia como se fosse um milagre (Like a miracle). O resto foi ter paciência para terminar...

A SUN HALO: Bem mais recente. Acho que fiz no final de agosto deste ano, quando um halo solar cobriu a cidade. Era um dia quente, então, tem a frase: "the springtime earlier than before" (a primavera antes do tempo). Para nossa surpresa, setembro foi mais frio que agosto. Vai entender! Mas voltando à música, eu escrevi a letra no dia do fenômeno, mas só voltei a ela dois dias depois. Eu achei legal incluir no meio da história algo que estava acontecendo no mundo. Por isso tem "George you are in my mind". Aliás, uma citação a outras músicas que falam de Georgia na letra: "Georgia In My Mind" (Gorrel & Carmichael) e "Back In The U.S.S.R" (Lennon & McCartney). Não à toa. A região da Ossétia do Sul estava sendo reconhecida como independente pela Rússia. Ares da guerra fria de volta, penso.

WILD WIND: Inspirada por Eddie Vedder. A palavra "Wild" no filme "Into the Wild" me atraiu, por conta da história fantástica e triste, contada na tela por Sean Penn. Assista, não vai se arrepender. A frase "Wild wind has blown the words away" é interessante porque muitas vezes vamos falar algo, e parece que um vento forte chega e leva para longe. Fenômeno estranho.
Bem, em um outro post eu falo mais a respeito das crias :)
Claudio
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
O novo álbum do U2 - parte 2
MAKING "THE NEW U2"
Fato é: o grupo vem polindo o disco desde 2006, quando começou a gravar com Rick Rubin faixas para o CD "U2 18 singles", que trouxe "Window In The Skies" e "The Saints Are Coming" (com Green Day). Dessas sessões, já foi comentado que outras músicas gravadas em setembro daquele ano podem aparecer em um LP que deve se chamar, como comentei, "No Line On The Horizon".
Os trabalhos de Adam, Bono, Edge e Larry prosseguiram em 2007, desta vez com ajuda na produção - E COMPOSIÇÃO! - de Danny Lanois e Brian Eno. Os seis músicos decidiram buscar inspiração na cidade marroquina de Fez, no mesmo local onde gravaram o clipe de "Mysterious Ways" em 1991 ("Achtung Baby"). O site oficial da banda, na época, postou diários interessantíssimos da passagem do U2 por lá. Em um desses artigos, Adam disse que já haviam trabalhado em mais de 40 peças novas. Cada uma delas, marcada por diferenças gritantes em relação ao que o grupo lançou entre 2000-2006. Essa informação foi confirmada por Bono em uma entrevista a um jornal do país, que citou inclusive nomes de algumas novas canções: "For Your Love" e "One Bird" (a penúltima aqui, confirmada mais tarde por The Edge).
U23D
O final do ano passado foi marcado pelo lançamento do filme "U23D" que, como visto, chegou no Brasil só agora. Nesse período, ficamos sabendo de mais alguma coisa sobre o disco, inclusive a faixa (que pode ser a "título") chamada "No Line On The Horizon" - uma balada que se mistura ao peso da guitrra de Edge, com um pedal de distorção adicionado. Um jornalista americano (de sorte) chegou a ouvir um mix dessa música durante o festival de cinema de Sundance.
Mais pistas sobre o novo som surgiram aqui, lá, e em toda parte. Inclusive no Youtube: quatro faixas (entre elas, parte de "NLOTH") foram postadas lá, e depois retiradas. Um outro arquivo de áudio chegou até a mim e dava para perceber que Bono cantava algo como "Walk Out The Streets". Sem muita fidelidade no som, infelizmente!
No decorrer deste ano (que já está na reta final), mais títulos foram divulgados. Um deles, por Daniel Lanois: "The Cedars Of Lebanon". Danny disse também que a banda buscou inspiração no som das mixagens usadas no contrabaixo e bateria dos discos de Jimi Hendrix. Uau! (...)
JATO FRIO!

Com tantas informações em circulação o que poderia ser melhor? Sim, mais informações. De acordo com nosso guitarrista favorito em entrevista a revista Q, outros títulos que apareceriam no disquinho seria um rock poderoso chamado "Breathe" e outro tema no estilo rockabilly-se-encontra-com Achtung Baby!- batizado como "Get On Your Boots"... Ah, sim, e "Moment Of Surrender", que eu havia esquecido de comentar, mas que já tinha sido mencionado por alguém na máfia de Dublim...
Assim, quando todos aguardavam pelas primeiras notícias de promoção do novo álbum, chega poderoso o jato frio de cerveja Guinness. O disco não sairia mais este ano. Palavras de Bono e Edge, que justificaram "estar no meio de um processo criativo que não poderia ser parado... E que se este álbum não fosse realmente especial, não poderia nem ser lançado"...
Tudo bem. Parece que o CD ficou mesmo para 2009, e em fevereiro.
Pergunta: vai dar para esperar com calma?
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
U23D - rock and roll tridimensional

O PODER DO TERCEIRO OLHO
Uma pausa nas gravações do novo do U2 para falar de...U2! :)
A jornada para ver/ouvir o U2 sempre é marcada por fatos, no mínimo, curiosos aqui no Brasil.
E agora foi comprovado: tudo aquilo que a gente viu no mês de fevereiro de 2006 foi como um furacão. Uma tempestade tropical batizada “U2-mania”. E não completamente no bom sentido. Muita, mas muita gente que atrapalhou quem realmente gosta da banda na compra de ingressos, e queria ver os caras mesmo, não repetiu o feito para assistir ao U2 em um espetáculo de show e imagem: U23D. Ao menos na minha sessão, em 6 de setembro, às 20h.
OK. O preço da entrada não é dos mais suaves. R$22,00. Mas para quem invadiu madrugada para comprar ingresso, furar fila (grande parte, nem sabendo cantar “One” ou dar uma informação além de que o vocalista se chamava BONO VOX - sic) e causar um transtorno geral, foi meio decepcionante entrar na sala de cinema e ver apenas 15 pessoas. Isso contanto comigo e família, vale ressaltar.
No fim dessa introdução, é hora de falar de arte. E rock. Isso é U23D: 85 minutos que te levam ao passado recente, onde a nostalgia se renova quando você pensa que a banda pode estar de volta por aqui em pouco tempo. Já-já...
Em contrapartida, quem esperava ver cenas dos espetáculos que levaram a galera lotar o Morumbi em 20 e 21 de fevereiro, há mais de dois anos, vai se decepcionar. Esses takes podem ser resumidos em tomadas aéreas da platéia, em enquadramentos dos fãs, do ponto de vista da banda e em mais um trecho, onde, você sabe: nossos amigos argentinos foram vaiados em alto volume...
E por falar em Argentina, foi a pátria azul-celeste e branca que saiu ganhando. Em muitas, muitas oportunidades, Bono fala em espanhol e se dirige aos portenhos em reverência. Dá, sim, uma pitada de inveja. Mas isso é rápido. A música é mais importante. Bono, The Edge, Adam e Larry estão no centro do universo.
ENTREGA TOTAL
Se bem que é bom frisar: algumas performances, ao menos em comparação com o que o Multishow/Globo exibiu na TV saem perdendo em U23D (do ponto de vista da energia de Bono). Exemplos: “Sometimes You Can’t Make It On Your Own” e “New Year’s Day”. Em “One”, também. A versão do dia 20 em SP detona a do filme, em humilde opinião.
O destaque do setlist em U23D fica para “Love And Peace Or Else”, quando Bono se entrega no palco, desta vez, no comando das baquetas. Muito bacana. Ficaria longo analisar faixa por faixa. É mais divertido deixar que o expectador decida por si próprio. Mas outro fator de relevância, aqui, não dá para omitir: O SOM. Nossa. O pulsar dos instrumentos musicais predominam de forma harmoniosa, e você consegue mesmo apreciar cada nuance, cada textura das canções graças à banda e à tecnologia que permite essa viagem.
Eu sei que nem é preciso citar isso na minha análise, mas vale o lembrete: não abandone a sala após a última música. Quando os créditos rolarem, fique. Vale a pena curtir uma maravilhosa versão acústica de “Yahweh”. Leve os lenços de papel, ok?
Na parte das imagens, os efeitos em 3D acabam ficam em segundo plano. Ou melhor, em terceira dimensão. Não dá para querer uma avalanche de takes em 3D, como acontecem em filmes especialmente criados para essa tecnologia. É um show de rock. Quando as imagens tridimensionais aparecem, é maneiro. Muito legal. Mas elas não são o ponto central. O centro do universo para quem for ao cinema é a banda. Três acordes (e alguns extras) e a verdade.
Claudio
P. S. Não deixe de ler a continuação sobre os bastidores do novo disco do... U2, claro!



