quarta-feira, 18 de junho de 2008

Atravessar Abbey Road: magia e emoção




DENTRO DO TEMPLO DA PERDIÇÃO

Dia propício para escrever sobre Abbey Road. Afinal, hoje é um dia especial. James Paul McCartney nascia em um hospital em Woolton, Liverpool, exatamente há 66 anos. Sim, ele é o artista mais bem-sucedido de todos os tempos, justamente por ter composto a banda de maior sucesso da história do rock (você sabe qual é essa banda), então complete: T_ E B_ A_ L_S....


A primeira vez que cruzei Abbey Road, a faixa de pedestres conhecida como zebra na Inglaterra, foi em janeiro de 1997. Não dava para acreditar que eu repetia o percurso de milhões de fãs que estiveram lá imitando a capa do álbum Abbey Road, lançado em 1969. Naquele ano, fiz isso umas 2 vezes. Demoraria mais 3 anos para eu repetir o feito. E mais um para eu fazer muito mais: conhecer as dependências dos estúdios onde o Quarteto gravou mais de 90% de suas músicas.


















Tudo aconteceu graças a um amigo angolano que era amigo do gerente do restaurante do estúdio. Seu nome, Magno Garrido. Por muito tempo adminstrador da loja Abbey Road Café, localizada no metrô St. John's Wood. Fiquei amigo do Magno em 2000, e no ano seguinte ele conseguiu o que eu jamais pensei um dia conseguir: um ticket para entrar onde os Beatles trabalharam entre 1962-1970. História a seguir.


Me lembro bem do dia 21 de fevereiro de 2001 (um dia antes de meu aniversário). Estava tudo certo. Magno tinha acionado Victor Varanda, gerente do restaurante de Abbey Road, para deixar eu fazer um tour pelos estúdios. O primeiro local que conheci foi o próprio salão onte ele trabalhava. Lá, tomando uns pints, ele contou várias histórias de bandas que gravaram lá: Oasis, U2 (mixando o DVD), Pink Floyd e também sobre os ex-Beatles e Yoko Ono. Uma divertida sobre o Floyd: Victor ficou amigo de David Gilmour, e certo dia, após um geladinha lá no restaurantge, ele começou a gargalhar e contar como eles jogavam futebol no cavernoso Studio One e acabaram danificando o relógio da parede! Sobre McCartney, uma anedota bem bacana. Certa noite, enquanto trabalhava no restaurante, meu amigo Victor cantarolava Ebony And Ivory. De repente, sem perceber, um vulto apareceu no balcão e decidiu acompanha-lo na música... Ninguém menos que PAUL MCCARTNEY, o autor da canção!



Entre um causo e outro, minha aventura começou. Subi e desci por todas as dependências da mansão convertida em estúdio, culminando no mítico Studio Two - onde os Beatles dominavam. O máximo: tive a chance de tocar no piano que esteve lá desde os anos 60, não por coincidência. Os Beatles usaram o instrumento em diversas gravações!



Bem, nem preciso dizer que foi um sonho realizado na cidade maravilhosa. A verdadeira :-)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Herrera: sangue e alma a serviço do Corinthians


O "SEMPRE GOL" RENASCE!

Eu não pretendia levar ao blog assuntos relacionados ao futebol, mas o tema se tornou iminente e necessário. OK, a maioria que me conhece já sabe de meu amor pelo Sport Club Corinthians Paulista, que está prestes a comemorar um título de caráter nacional em menos de seis meses de seu rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro.

Mas não quero ir a fundo em detalhes de jogos e competições. O personagem a ser comentado, o nome da vez, é de German Herrera - atancante argentino que chegou aqui em São Paulo "amaldiçoado" pelo apelido de "Quase gol". Justo. Sua performance no Grêmio não andava das melhores. Porém, tudo parece ter mudado para o argentino. Vítima de piadas e ironias da maioria da imprensa, hoje o jogador é elogiado pelos mesmos detratores.

Ontem, contra o Sport, pelo confronto inicial da finalíssima da Copa do Brasil, Herrera marcou mais um e participou diretamente dos outros dois gols na vitória do Corinthians por 3 a 1.

Na competição, Herrera marcou 5 gols, e participou de 13 dos 26 marcados por seu time. Sem contar que a entrega do jogador nos 90 minutos é algo de ser reverenciado. Arrepiante.

Acredita em todos os lances e mais: briga na defesa para ajudar os zagueiros.

Se o Corinthians confirmar seu favoritismo na Copa do Brasil e conquistar a taça na próxima quarta-feira, em Recife, Mano Menezes terá cumprido a promessa à torcida. "Comigo, Herrera joga". E digo mais: - Joga muito!


O título será dedicado a ele por este autor.

Gracias Herrera!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Indy não está "Lost"





CHEGUEI EM CASA...



Agora. Voltei da sessão de estréia de Indiana Jones - E o reino da caveira de cristal!

Em uma frase. Ou melhor, uma palavra: "Perfeito".

Muitos que assistiram vão me criticar, berrando: "Fanático!"

Pois é. Sou um fã de velha guarda. Acompanho as aventuras do homem de chapéu desde 1981. Lá se vão 27 anos desde o primeiro Indiana, e 19, desde que assistimos ao último (quer dizer, ao penúltimo) filme da saga. Mas George Lucas e Steven Spielberg tinham razão: Nunca foi tão necessário um quarto filme da saga. E graças aos nossos ídolos da sétima arte, chegou finalmente o dia 'tão aguardado'.

Por que necessário? Justamente por ser um programa muito familiar. Com bastante humor. Aventura de sobra. Diálogos inteligentes que misturam ficção e história, além da marca-registrada combinação Spielberg/Lucas e Harrison Ford.

Não vou estragar com "spoilers". Quem não viu, por favor, não perca tempo.

Quem acha que Harrison Ford, por ter mais de 60 anos, deixa a desejar na pele do arqueólogo aventureiro se enganou. Se você tinha medo de ir ao cinema e assistir um herói enfraquecido pela idade, big mistake. Ele está mais lépido e inteligente do que nunca.

John Hurt faz uma ponta - e como praxe, dá um show à parte. Assim como a fantástica Cate Blanchett com sotaque russo perfeito.

Mas a grata supresa é a atuação do mais novo integrante da família: Shia Labeouf. O garoto entrou bem na saga e para quem não sabe nada do roteiro, irá se surpreender com sua participação!

Parte técnica: direção e produção cuidadosa. Roteiro com diálogos afiados, que não dão tempo para você bocejar. Afinal, é um filme de aventura, e não há espaço para cochilos.
Ah, sim, haverá um Indiana Jones parte 5. É só conferir as pistas!

EM TEMPO: Por falar em pistas, ao longo do filme, há diversas citações de outras produções assinadas por Spielberg e Lucas. Entre eles: A.I. Inteligência Artificial; E.T - O Extraterrestre; Contatos Imediatos do Terceiro Grau; Star Wars e Loucuras de Verão (American Grafitti)


LOST... A 4ª TEMPORADA ESTÁ CHEGANDO AO FIM! (alguns spoilers)




Ontem à noite eu assisti à primeira parte do último episódio da 4ª temporada de Lost. Não vou dizer que está tão bom quanto o começo.
Mas ao menos pode ser dito que algumas coisas estão sendo explicadas, como o retorno dos seis sobreviventes do Oceanic 815.


O episódio 12 desta temporada mostra alguma coisa sobre a chegada dos "agraciados" aos EUA. Ainda não ficamos sabendo como tudo se desenrolou. Quais são os mistérios da ilha. Os "porquês" que todos esperavam. Como sabemos que existirão mais 2 temporadas, não é preciso ser Sherlock Holmes para decretar que isso é "elementar". O que pode ser afirmado com 100% de certeza é que todos os sobreviventes não estão muito bons da cabeça.

Talvez os itens mais loucos e injustificáveis desta série sejam as figuras que estavam lá antes dos "outros", além da cabine de "Jacob" e o papel do pai de Jack nessa história toda. Tenho a impressão que isso não será revelado neste ano!



***



segunda-feira, 12 de maio de 2008

A experiência psicodélica



ACROSS THE UNIVERSE!


Mea culpa. Não assisti ao musical Across The Universe quando este esteve em cartaz aqui nos cinemas nacionais em março. Mas também não foi um erro muito grave, afinal o longa foi exibido em poucas telas - em circuito exageradamente fechado. Depois de poucos meses, consegui finalmente degustar esta produção de aproximademente 130 minutos - em DVD. E valeu cada milésimo de segundo. E o melhor: cada interpretação - principalmente das canções maravilhosas dos Beatles, respeitosamente (sem perder a criatividade) executadas pelos atores.


Ah... É meio que um ato suspeito comentar. E já que parece ser um ato imparcial, não preciso economizar elogios para o filme dirigido por Julie Taymor.


Vamos fazer assim: Sem entregar nada, Across The Universe conta a história de Jude (Jim Sturgess), um rapaz de Liverpool que deixa sua terra natal, rumo à América assombrada pela guerra do Vietnã, onde faz diversos amigos, entre eles Max (Carrigan - irmão de Lucy - vivido por Joe Anderson), e se apaixona por uma garota chamada - também não por coincidência - Lucy (Evan Rachel Wood).


O tema é bem básico, mas o roteiro em si é o que menos conta. O que vale mesmo é toda a temática "Beatle". Explico: os personagens supracitados, todos eles são criaturas fictícias tiradas da mente de John Lennon, Paul McCartney e George Harrison. Assim, os personagens centrais foram tirados das canções "Hey Jude" e "Lucy In The Sky With Diamonds", respectivamente.


Outro ponto forte é o visual da película. Os efeitos são bacanas, e remetem aos temas psicodélicos dos anos 60 - não somente dos Beatles, mas também de Jimi Hendrix e Janis Joplin.


Minhas partes favoritas são as que usam como figuras centrais "Dear Prudence", "Strawberry Fields Forever" e "Oh Darling!". Na primeira, vale pelos vocais combinados de Max, Jude e Lucy. É de arrepiar. Em "Strawberry", os lances psicodélicos são arrebatadores. Uma obra de arte. E por fim, é bem legal a performance de "Oh Darling" no estilo soul, com uma pitada de distorção acrescentada por uma guitarra à moda Hendrix...


SEX, DRUGS AND ROCK AND ROLL


Não recomendo o filme para crianças. Muitas cenas remetem ao consumo de drogas alucinóginas, ainda que de forma sutil. Fora isso, o rock predomina sobre o sexo. Há apenas alguns indicativos de "sexual intercourse". O que vale ressaltar é a intepretação perfeita de Joe Anderson, como Max Carrigan (Levemente, uma alusão a "Maxwell's Silver Hammer", menos com seu sobrenome mudado - o original, sendo Edison). O jovem ator inglês consegue se aplicar como cantor, ator dramático e cômico, portanto leva meu 10.


Não desmereço aqui o trabalho do protagonista, Jim Sturgess, mas Anderson em minha ótica "caleidoscópica", dá de goleada...


Estava quase deixando Lucy fora do céu de diamantes, mas seria uma falha irreparável. Além da aparência natural, que cai como uma luva se imaginarmos a letra criada por John Lennon, o desempenho dramático da americana, nascida na Carolina do Norte, fez justiça à escolha da atriz que, como ponto fraco, tem em seu CV o pesar de ser namorada de Marilyn Mason...(...).



Agora é esperar o DVD versão dupla, que ainda não saiu por aqui!


PS: no próximo post, volto a falar de Lost, e sua 4ª temporada, que já está no 11º episódio.


PPS: Mea culpa number 2: Esqueci de citar, mas ainda dá tempo. Bono está PERFEITO como Doctor Robert (vide canção homônima no LP Revolver), cantando "I Am The Walrus". Até que a participação do nosso ídolo irlandês é bem extensa, se contarmos que seria somente uma ponta. Confiram a interpretação do músico, e os visuais carregados de psicodelia durante suas cenas. Se você acompanha o U2, vai se recordar de The Fly e também Mirrorball - personagens encarnadas por Bono nas turnês ZOO TV e Zooropa (92-93).




quinta-feira, 1 de maio de 2008

Um passeio até a Colina da Violeta


VIOLET HILL É MEGA!


Existem aqueles que amam o Coldplay, e eles geralmente são massacrados pelos que não gostam... Normal isso, já me acostumei.


Por isso, sem vergonha, decreto que seu último single "Violet Hill" (escutem aqui www.coldplay.com, download gratuito) é bacana demais. Tem o toque de Brian Eno, com efeitos sonoros que deram à canção algo contemporâneo e, ao mesmo tempo, retrô, meio "The Unforgettable Fire ", se é que dá para entender o que escrevi!

Resumindo, a música é bem diferente do que o Coldplay gravou em Parachutes, A Rush Of Blood... e X&Y. Endurece (mais rock) sem perder a ternura (melodia das boas).


Só lembrando que o CD completinho sairá em 12 de junho, inclusive por aqui. O título dele é interessante também: Viva la Vida And Death and All His Friends.

"Viva la Vida" também é nome de uma das músicas do álbum, e o título é baseado numa pintura da artista plástica mexicana Frida Kahlo (vivida brilhantemente no cinema por Salma Hayek).

Já a arte de capa é uma reprodução de um quadro do francês Eugéne Delacroix "Liberdade guiando o povo" de 1830.


A lista de músicas completa:

"Life in Technicolor"
"Cemeteries of London"
"Lost!"
"42"
"Lovers in Japan"/"Reign of Love"
"Yes"/"Chinese Sleep Chant"
"Viva la Vida"
"
Violet Hill"
"Strawberry Swing"
"Death and All His Friends"/"The Escapist