segunda-feira, 12 de maio de 2008

A experiência psicodélica



ACROSS THE UNIVERSE!


Mea culpa. Não assisti ao musical Across The Universe quando este esteve em cartaz aqui nos cinemas nacionais em março. Mas também não foi um erro muito grave, afinal o longa foi exibido em poucas telas - em circuito exageradamente fechado. Depois de poucos meses, consegui finalmente degustar esta produção de aproximademente 130 minutos - em DVD. E valeu cada milésimo de segundo. E o melhor: cada interpretação - principalmente das canções maravilhosas dos Beatles, respeitosamente (sem perder a criatividade) executadas pelos atores.


Ah... É meio que um ato suspeito comentar. E já que parece ser um ato imparcial, não preciso economizar elogios para o filme dirigido por Julie Taymor.


Vamos fazer assim: Sem entregar nada, Across The Universe conta a história de Jude (Jim Sturgess), um rapaz de Liverpool que deixa sua terra natal, rumo à América assombrada pela guerra do Vietnã, onde faz diversos amigos, entre eles Max (Carrigan - irmão de Lucy - vivido por Joe Anderson), e se apaixona por uma garota chamada - também não por coincidência - Lucy (Evan Rachel Wood).


O tema é bem básico, mas o roteiro em si é o que menos conta. O que vale mesmo é toda a temática "Beatle". Explico: os personagens supracitados, todos eles são criaturas fictícias tiradas da mente de John Lennon, Paul McCartney e George Harrison. Assim, os personagens centrais foram tirados das canções "Hey Jude" e "Lucy In The Sky With Diamonds", respectivamente.


Outro ponto forte é o visual da película. Os efeitos são bacanas, e remetem aos temas psicodélicos dos anos 60 - não somente dos Beatles, mas também de Jimi Hendrix e Janis Joplin.


Minhas partes favoritas são as que usam como figuras centrais "Dear Prudence", "Strawberry Fields Forever" e "Oh Darling!". Na primeira, vale pelos vocais combinados de Max, Jude e Lucy. É de arrepiar. Em "Strawberry", os lances psicodélicos são arrebatadores. Uma obra de arte. E por fim, é bem legal a performance de "Oh Darling" no estilo soul, com uma pitada de distorção acrescentada por uma guitarra à moda Hendrix...


SEX, DRUGS AND ROCK AND ROLL


Não recomendo o filme para crianças. Muitas cenas remetem ao consumo de drogas alucinóginas, ainda que de forma sutil. Fora isso, o rock predomina sobre o sexo. Há apenas alguns indicativos de "sexual intercourse". O que vale ressaltar é a intepretação perfeita de Joe Anderson, como Max Carrigan (Levemente, uma alusão a "Maxwell's Silver Hammer", menos com seu sobrenome mudado - o original, sendo Edison). O jovem ator inglês consegue se aplicar como cantor, ator dramático e cômico, portanto leva meu 10.


Não desmereço aqui o trabalho do protagonista, Jim Sturgess, mas Anderson em minha ótica "caleidoscópica", dá de goleada...


Estava quase deixando Lucy fora do céu de diamantes, mas seria uma falha irreparável. Além da aparência natural, que cai como uma luva se imaginarmos a letra criada por John Lennon, o desempenho dramático da americana, nascida na Carolina do Norte, fez justiça à escolha da atriz que, como ponto fraco, tem em seu CV o pesar de ser namorada de Marilyn Mason...(...).



Agora é esperar o DVD versão dupla, que ainda não saiu por aqui!


PS: no próximo post, volto a falar de Lost, e sua 4ª temporada, que já está no 11º episódio.


PPS: Mea culpa number 2: Esqueci de citar, mas ainda dá tempo. Bono está PERFEITO como Doctor Robert (vide canção homônima no LP Revolver), cantando "I Am The Walrus". Até que a participação do nosso ídolo irlandês é bem extensa, se contarmos que seria somente uma ponta. Confiram a interpretação do músico, e os visuais carregados de psicodelia durante suas cenas. Se você acompanha o U2, vai se recordar de The Fly e também Mirrorball - personagens encarnadas por Bono nas turnês ZOO TV e Zooropa (92-93).




quinta-feira, 1 de maio de 2008

Um passeio até a Colina da Violeta


VIOLET HILL É MEGA!


Existem aqueles que amam o Coldplay, e eles geralmente são massacrados pelos que não gostam... Normal isso, já me acostumei.


Por isso, sem vergonha, decreto que seu último single "Violet Hill" (escutem aqui www.coldplay.com, download gratuito) é bacana demais. Tem o toque de Brian Eno, com efeitos sonoros que deram à canção algo contemporâneo e, ao mesmo tempo, retrô, meio "The Unforgettable Fire ", se é que dá para entender o que escrevi!

Resumindo, a música é bem diferente do que o Coldplay gravou em Parachutes, A Rush Of Blood... e X&Y. Endurece (mais rock) sem perder a ternura (melodia das boas).


Só lembrando que o CD completinho sairá em 12 de junho, inclusive por aqui. O título dele é interessante também: Viva la Vida And Death and All His Friends.

"Viva la Vida" também é nome de uma das músicas do álbum, e o título é baseado numa pintura da artista plástica mexicana Frida Kahlo (vivida brilhantemente no cinema por Salma Hayek).

Já a arte de capa é uma reprodução de um quadro do francês Eugéne Delacroix "Liberdade guiando o povo" de 1830.


A lista de músicas completa:

"Life in Technicolor"
"Cemeteries of London"
"Lost!"
"42"
"Lovers in Japan"/"Reign of Love"
"Yes"/"Chinese Sleep Chant"
"Viva la Vida"
"
Violet Hill"
"Strawberry Swing"
"Death and All His Friends"/"The Escapist




sábado, 26 de abril de 2008

Eu não consigo superar


ISABELLA

Não sei e nem posso falar pelo pai de Isabella, mas até o momento eu não consegui superar a morte dessa menina.
Cada vez que olho para sua foto, eu desacredito. Não consigo imaginar como sua vida pôde ter sido interrompida daquela forma.
Olhando atentamente para nossa lei, quero dizer o código penal, chego a conclusão, mesmo antes de qualquer julgamento, de que o (s) condenado (s) deve (m) pegar no máximo 5 anos de prisão, por diversos aspectos longos que não vou me apegar aqui.

Agora, sinceramente, isso pode refletir o significado da palavra JUSTIÇA?
Mesmo o poder judiciário não iria concordar comigo, porque tirar uma vida - e ainda dessa forma - não pode ser justo. Aliás, tirar a vida de alguém, a não ser que você defenda a sua em caso suigeneri, é inaceitável.


Imagine só, olhe para si mesmo. Pegue fotos suas da infância, de preferência com 5 ou 6 anos, e reflita. Olhe para elas como se fosse uma pessoa, depois avance no tempo até agora. Conte os anos, e conclua: se você fosse a pequena Isabella, não teria a chance de estar fazendo isso agora, exatamente por conta desse crime.




Em minha opinião completamente isenta, mas uma opinião de quem tem um filho, um crime como esse estaria sujeito à prisão perpétua, sem direito a redução e sem direito a liberação por bom comportamento.

Para concluir se estou certo ou errado, volte às suas fotos. Ou olhe para seu filho. Reflita por um instante: "E se fosse com ele?"

Acho que essa é a única maneira de entender o que estou sentindo agora sobre Isabella.

"Uma cadeira vazia balançada pelo vento"

18-4-2002 / 29-3-2008

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Estado democrático. E ponto final!

É chato demais você ter de vir aqui num lugar legal para comentar sobre o caso que, se não chocou você, é porque há algo de errado por aí. Sim, estou falando da bela e pequena Isabella que deixou esse planeta antes de completar seis anos.

Estou revoltado. Mais do que revoltado.
E não só por conta do crime.

Estou indignado com colegas da imprensa que dizem querer ser "justos" e que "condenam" os outros por simplesmente colocarem sua opinião a respeito dessa trágica jornada da menina.

Vou ser bem específico: Estamos em um Estado de direito democrático. A função da imprensa é informar, e se a imprensa mostra e comprova fatos, por que não poder concluir a partir de provas, sim, apresentadas e apuradas?


Evidente que há sensacionalismo, e que todos são inocentes antes que seja 100% conferido que existe alguma culpa.


Não, ninguém precisa sair a campo e tentando fazer justiça com as próprias mãos, como alguns populares mostraram estar mais do que preparados a fazer.


O que eu digo é que podemos, sim, dizer, o que acreditamos. O que concluímos. O que achamos ser verdade. O que está tão claro que, tentar fazer acreditar que a situação pode ser exatamente a inversa chega a provocar asco. Para não dizer nojo. Quem ama seu filho ou ama e dá valor para a vida sabe o que eu digo aqui.


Mais do que um desabafo - e mesmo sem querer ser INQUISITOR - seria legal que um dia ocorra uma reforma no sistema judiciário, para que um dia as pessoas realmente TEMAM antes de pensar em fazer atrocidades como essa.


Isabella, amanhã será seu aniversário, e acho que ninguém tem muito o que celebrar. Mesmo assim, quem sabe um dia a gente entenda o porquê de tudo isso.

Fique com Deus.

Claudio

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Indiana Jones de volta para o futuro


A VOLTA DO HERÓI

Lembro como se fosse HOJE mesmo... Em 1981, meu tio Marcos Roberto (que infelizmente não está entre nós), me contou sobre um filme que tinha acabado de estrear. Estava na casa da minha avó, aqui na zona norte de São Paulo, quando ele me disse que a aventura se chamava "Caçadores da Arca Perdida", e tinha como protagonista Harrison Ford. Eu tinha 9 anos, e apenas maiores de 12 entravam. "Droga!", pensei comigo... Fiquei de fora dessa. Só fui assistir ao filme anos depois, e fiquei viciado. Hoje tenho os DVDs, scripts, etc. Indy é demais... Ou melhor Indy a mais nunca é demais.

Mal posso esperar pelo dia 22 de maio, quando estréia o quarto capítulo da série: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal"! Tem Harrison Ford de novo como Indy e Cate Blanchett como vilã. Aliás, Blanchett está dominando... Não basta ser Galadriel, não basta nem mesmo ser Bob Dylan. Agora a australiana vai atrapalhar a vida de nosso arqueólogo favorito.

E por falar em arqueologia, vou escrever um texto sobre o tema para a revista Aventuras Na História que estará nas bancas no mês que vem. Quem puder, confira. Obrigado.

MASSARI...

Ah, e minha matéria sobre o "Reverendo" Fabio Massari já saiu na Revista da Cultura. Pegue a sua em qualquer loja. É de graça! Não só por conta do meu texto. A revista é ótima mesmo.

Valeu Sergio Miguez!