quinta-feira, 17 de abril de 2008

Estado democrático. E ponto final!

É chato demais você ter de vir aqui num lugar legal para comentar sobre o caso que, se não chocou você, é porque há algo de errado por aí. Sim, estou falando da bela e pequena Isabella que deixou esse planeta antes de completar seis anos.

Estou revoltado. Mais do que revoltado.
E não só por conta do crime.

Estou indignado com colegas da imprensa que dizem querer ser "justos" e que "condenam" os outros por simplesmente colocarem sua opinião a respeito dessa trágica jornada da menina.

Vou ser bem específico: Estamos em um Estado de direito democrático. A função da imprensa é informar, e se a imprensa mostra e comprova fatos, por que não poder concluir a partir de provas, sim, apresentadas e apuradas?


Evidente que há sensacionalismo, e que todos são inocentes antes que seja 100% conferido que existe alguma culpa.


Não, ninguém precisa sair a campo e tentando fazer justiça com as próprias mãos, como alguns populares mostraram estar mais do que preparados a fazer.


O que eu digo é que podemos, sim, dizer, o que acreditamos. O que concluímos. O que achamos ser verdade. O que está tão claro que, tentar fazer acreditar que a situação pode ser exatamente a inversa chega a provocar asco. Para não dizer nojo. Quem ama seu filho ou ama e dá valor para a vida sabe o que eu digo aqui.


Mais do que um desabafo - e mesmo sem querer ser INQUISITOR - seria legal que um dia ocorra uma reforma no sistema judiciário, para que um dia as pessoas realmente TEMAM antes de pensar em fazer atrocidades como essa.


Isabella, amanhã será seu aniversário, e acho que ninguém tem muito o que celebrar. Mesmo assim, quem sabe um dia a gente entenda o porquê de tudo isso.

Fique com Deus.

Claudio

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Indiana Jones de volta para o futuro


A VOLTA DO HERÓI

Lembro como se fosse HOJE mesmo... Em 1981, meu tio Marcos Roberto (que infelizmente não está entre nós), me contou sobre um filme que tinha acabado de estrear. Estava na casa da minha avó, aqui na zona norte de São Paulo, quando ele me disse que a aventura se chamava "Caçadores da Arca Perdida", e tinha como protagonista Harrison Ford. Eu tinha 9 anos, e apenas maiores de 12 entravam. "Droga!", pensei comigo... Fiquei de fora dessa. Só fui assistir ao filme anos depois, e fiquei viciado. Hoje tenho os DVDs, scripts, etc. Indy é demais... Ou melhor Indy a mais nunca é demais.

Mal posso esperar pelo dia 22 de maio, quando estréia o quarto capítulo da série: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal"! Tem Harrison Ford de novo como Indy e Cate Blanchett como vilã. Aliás, Blanchett está dominando... Não basta ser Galadriel, não basta nem mesmo ser Bob Dylan. Agora a australiana vai atrapalhar a vida de nosso arqueólogo favorito.

E por falar em arqueologia, vou escrever um texto sobre o tema para a revista Aventuras Na História que estará nas bancas no mês que vem. Quem puder, confira. Obrigado.

MASSARI...

Ah, e minha matéria sobre o "Reverendo" Fabio Massari já saiu na Revista da Cultura. Pegue a sua em qualquer loja. É de graça! Não só por conta do meu texto. A revista é ótima mesmo.

Valeu Sergio Miguez!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

I'm a dead man walking


ISABELLA

Por que?


Acho que muito mais do que "como?", a expressão certa a ser colocada é "Por que?"


I'm a dead man walking


Me sinto muito mal escrevendo sobre isso.
Já perdi a fé na justiça e também em quem diz que o homem é o ser mais perfeito e inteligente do universo. Eu não acredito. Eu não sou.



I'm a dead man walking



Quem não sentiu um gosto de morte ao saber da morte da pequena Isabella?

Com quantas doses de crueldade se mata um anjo?

Às vezes eu não queria estar aqui para ver.

Mas é bom ver. É bom ver e sentir.
Eu tenho abraçado o meu filho 100 vezes mais do que o normal.
Para me sentir vivo.



I'm a dead man walking



Faz sete dias que ela não pode mais sorrir, nem dizer nada.

Não há testemunha.

Com quantas doses de maldade se tira um anjo de sua companhia?

Preferi escrever, porque eu às vezes me sinto morto



I'm a dead man walking
I'm a dead man



Em inglês eu consigo desabafar: http://claudio.dirani.zip.net/arch2008-03-30_2008-04-05.html


Claudio

segunda-feira, 31 de março de 2008

Pearl Jam é o que o Nirvana um dia almejou ser


"PJ" TATUADO NA ALMA

Muitos vão me criticar, me acusar de tentar "reescrever a história" etc. Mas o fato é que ao fazer uma análise fria do movimento "grunge" dos anos 90, percebo que o Pearl Jam foi a banda que mais contribuiu, e a que mais fez música legal. Não sei se o Nirvana estaria forte e soberano, caso Kurt não tivesse sumido do mapa em 1994 (aliás, o aniversário sinistro de sua morte acontece em abril).

Claro que meu ângulo de análise abrange os discos depois dessa tragédia. Mas se você ouvir com carinho "Ten" e comparar o álbum com "Nevermind" vai tirar desse trabalho mais variedade nos arranjos, nas letras, na atitude e no clima mais dinâmico da música - em geral.

Sem falar em Eddie Vedder. Um cara bacana, que sempre foi um vocalista superior ao KC. Melhor letrista - rapaz engajado nas causas mundiais - ah, e camarada do Bono. Ehehehe, isso vale como CV, sim!

E fala sério: quem não daria um braço para estar no show do U2 no Hawaii em 2006? Bono e Vedder estiveram juntos no palco, em momento histórico.

Teve uma brasileira que inclusive venceu o concurso promovido pelo U2.com. Sortuda!

Ah, voltando ao "mundo PJ" no momento estou ouvindo bastante "Riot Act" - disco de 2002. Minhas favoritas dele: "Love Boat Captain", "Thumbing My Way", "I Am Mine", "All Or None" etc.

Ah, e hoje tem Lost!

Para quem não viu ainda, mais surpresas no episódio da AXN, às 21h.

Abraço
Claudio

quarta-feira, 26 de março de 2008

Eu queria estar lá. Mas Ledger não quis


Como descrever um mito em poucos minutos

Não estou lá... Portanto, devo estar aqui no estúdio da rádio, às 9h50, escrevendo mais uma entrada no “Sobrevivente” (já finalizei as notícias, o que justifica a breve folga). A analogia do início é por conta do filme de Todd Haynes, que tem no elenco a brilhante Cate Blanchett na pele de Bob Dylan.

Eu queria muito assistir ao filme ainda essa semana. A proposta do diretor é bem legal, e foge de querer tentar colocar a vida de ícones como Bob em um espaço de poucas horas. Por isso, a decisão de Haynes em explorar as personalidades do artista de uma forma, digamos, surreal, ficou bem mais interessante.

Já falei da fantástica australiana, e vale citar que “Não Estou Lá” ressuscita outro compatriota, o jovem Heath Ledger, que perdeu sua vida antes de completar 30 anos. Honestamente, a viagem sem volta de Ledger vem a calhar com o tema do filme. Dylan passou por eventos caóticos em sua carreira de 40 anos e segurou bem. Não foi o caso de Ledger. Mas cada um cada um, não vou arriscar um julgamento.

Quando eu “bater” o filme eu volto para comentar...
Abraço
Claudio